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Os
azulejos da Sé do Porto não se encontram propriamente na Igreja mas no Claustro, na
Casa do Cabido, no Cartório, nas escadas que conduzem à Sala do
Cabido e na Galilé de Nazoni.
Os
azulejos da Sé do Porto são do século XVIII, de azul e branco, com lindas
guarnições barrocas. Revestem as paredes do piso inferior do claustro, grandes
painéis de azulejos com cenas do Cântico dos Cânticos, de Salomão , cujo
autor, Valentim de Almeida, realizou, em Lisboa, entre os anos de 1729 a 1731.
No
piso superior do claustro, os azulejos são da autoria de António Vital Rifauto
e "realizados em 1734, provavelmente em Coimbra. Esta monumental
composição barroca apresenta factura muito rude e ingénua quanto ao desenho e
à realização pictórica, nas variadas cenas com temática profana e
mitológica". Também executou, em 1738, os que se encontram na capela de
S. Vicente e Nossa Senhora da Piedade.
É
só durante o período da sede Vacante (1717-1741) que o azulejo conseguiu
entrar na Sé do Porto. Em 1719, os cónegos da Sé, adornavam com azulejos a
sala capitular e as escadas de acesso à mesma. Vieram de Lisboa e foram
assentes pelo mestre João Neto da Costa.
Os
azulejos da sala Capitular, painéis guarnecidos de molduras, retratam temas
profanos, o que então era vulgar em casas religiosas, por estranho que pareça.
São oito painéis retratando sobretudo motivos venatórios. Nos vãos das
janelas da sala Capitular, vêem-se seis painéis, com a mesma motivação
artística. No Cartório há nove belíssimos painéis, com temas mitológicos e
profanos, cenas paisagísticas e venatórias, sendo de assinalar as belas e
ricas molduras dos referidos painéis. Referências escritas existem que nos
dão conta de terem sido colados azulejos em 1722 (20 de Agosto) na sala do
Cabido e na Sacristia donde se deduz que a Sacristia também tenha sido
azulejada. Hoje não há vestígios desses azulejos.
A
par deste conjunto de azulejos setecentistas, há que realçar também os
azulejos que em 1934 foram encomendados a Alves de Sá e colocados na Galilé de
Nazoni. Estes azulejos são inspirados em frases de Apocalipse e dos Salmos.
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